segunda-feira, julho 27

Hoje é dia de Marina!

Na verdade o dia foi no sábado, que foi uma correria desgramada mas no fim de tudo certo e taí o presentinho que fiz pra ela.

















terça-feira, julho 21

De Gutenberg à Bahia

Invenção de Gutenberg

A máquina de tipografia foi concebida por Gutenberg um inventor que poucas certezas existem sobre a sua biografia. Baseados em hipóteses alguns autores acreditam que ele nasceu por volta de 1400 em um povoado hoje conhecido como Mainz na Alemanha, e que devido as suas habilidades técnicas e comercias conseguiu estudar numa escola ou universidade monástica. Aos trinta anos mudou-se para uma cidade em Estrasburgo e lá trabalhou como ourives, até fundar a sua própria empresa de confecção de espelhos, em que no processo fabril já existia a fundição de caracteres de metal.

Entretanto, a empresa foi à falência e os parceiros que financiaram o empreendimento o colocam na justiça exigindo o dinheiro investido, com isso pela primeira vez Gutenberg é descrito e reconhecido no processo como “mestre de manufatura e inventor engenhoso”. Paralelo a isso, ele vinha desenvolvendo um projeto que envolvia uma forma e uma prensa, e novos parceiros que lhes foram exigidos segredo absoluto sobre o que estava sendo desenvolvido.

A utilização de prelos para a impressão de gravuras já não era nenhuma novidade naquela época. O que Gutemberg conseguiu, através da junção de diversos conhecimentos, foi à mecanização desse processo por meio dos tipos móveis fundidos em metal, dando início assim ao processo tipográfico de impressão.

O processo iniciava com a fabricação de patrizes, uma espécie de carimbo feito em aço duro, que serviam como gravadores de uma matriz feita com cobre, um metal mais maleável. Essas matrizes eram integradas ao fundidor manual, outra invenção de Gutenberg, que possuía uma cavidade para receber a liga de metal composta por chumbo e antimônio e tinha a capacidade de esfriar rapidamente o metal. Dessa forma, os tipos eram produzidos rapidamente e tinham a consistência necessária para durar várias impressões.

A tinta utilizada no processo para impressão em papel ou pergaminho também foi inventada por Gutenberg. Era feita com a mistura de fuligem, resina e óleo de linhaça que davam a ela secagem rápida e viscosidade necessária para que não penetrasse no papel, o que permitia a impressão no verso da folha.

Os tipos eram compostos pelo artesão compositor num componedor para formar os textos dos livros. Após a composição pronta os tipos eram entintados e colocados no carrinho da prensa. O papel era colocado na tampa e estes colocados sobre os tipos, e o carrinho completo é colocado sob a placa da prensa. Com ajuda do torniquete da prensa, imprime-se a placa com o papel sobre os caracteres. Enquanto um artesão imprime, um outro aplicava tinta, e assim seguia a impressão sempre de forma alternada.

Quando já estava seguro de sua invenção Gutenberg se propôs a imprimir a Bíblia, com isso conseguiu mais um empréstimo com dois negociantes João Füst e Pedro Schaeffer. Porém, os custos aumentaram e ele teve que penhorar a própria oficina como garantia, mesmo assim não conseguiu terminar a Bíblia e teve a oficina tomada por Füst. Somente após seis anos depois de ter iniciado o processo ele consegue finalizar a “Bíblia de 42 linhas” composta por 642 páginas, com uma tiragem de aproximadamente 200 exemplares, que desses ainda existem hoje cerca de 48, segundo o Museu Gutemberg de Mainz.

Com a perca da oficina ele passa a fazer as impressões na casa dos pais. Passando por alguns outros percalços na vida ele vê seu invento sendo espalhado pela Europa através de seus ajudantes que foram indo embora para outros países. Seu falecimento ocorre em 1468, com ele já sendo um conceituado cidadão de Mainz.

Mudança social

A invenção da tipografia causou diversas mudanças sociais. A primeira veio com os copistas que viram sua arte perdendo espaço diante da prensa. Os textos passaram a ser reproduzido mais fiel ao original, o que era difícil de acontecer com os copistas, pois a cada exemplar palavras eram alteradas ou mesmo copiadas de forma errada. Entretanto, essa primeira mudança era pouca coisa diante do que ainda estava por vir.

A princípio a igreja apoiou a tipografia, ela beneficiava a impressão em larga escala das cartas de indulgência - cartas que qualquer católico poderia comprar para se livrar das penitências ou até do purgatório. Porém, com a impressão da bíblia mais pessoas puderam ter acesso ao livro por conta do baixo custo, isso trouxe a tona à necessidade da sua tradução do latim para outros idiomas. A igreja proibia tal ato, contudo não tinha mais como ter controle sobre isso e em 1521 a bíblia foi traduzida para o inglês pelo sacerdote William Tyndale, e impressa em Antuérpia na Bélgica. Seguindo o exemplo, Martin Luther fez a tradução para o alemão, e este texto passou a ser reconhecido como alemão-padrão. Essa difusão da bíblia em outros idiomas fez com que o povo conhecesse as verdadeiras palavras que ali existiam.

Além da bíblia outros livros passaram e ser impressos, culminando no desenvolvimento da linguagem escrita, cultura e ciência da Europa. Com isso a igreja foi perdendo o monopólio sobre o conhecimento científico, ela ainda tentou, em vão, interromper o processo promovendo a queima de diversos livros, por vezes os tipógrafos eram queimados junto as suas obras, mas sob a população já tinha sido aberto espaço para o humanismo e esse processo era impossível de parar. A França do século XVIII tratou Gutenberg como o “primeiro revolucionário e benfeitor da humanidade” e queria mudar o nome da tipografia para “gutenberguismo”.

Outra mudança adveio da nova forma de trabalho, de acordo com o autor M. M. Malaquias:
“A Tipografia foi, assim, uma profissão muito reservada, mas que absorvia grupos de artífices de várias especialidades, desde a fabricação do papel ao fundidor de caracteres, passando pelo compositor, impressor, encadernador, mais tarde o fotogravador, etc. Da invenção da Tipografia até à chamada Revolução Industrial, os métodos de trabalho pouco evoluíram. Ao contrário da sua componente artística e arquitectónica, que acompanhou toda uma evolução estética, quer no desenho dos caracteres e ornatos, quer no aspecto construtivo da página, através dos seus frontispícios, completando os volumes dos livros com luxuosas e artísticas encadernações, muito ao gosto de cada época.”

Todavia com a nova forma de trabalho vieram novos problemas. Jornadas de trabalho que chegavam há 16 horas por dia se tornaram cada vez mais comuns entre os tipógrafos, que passaram a reivindicar seus direitos através de sindicatos e/ou ligas. Uma conhecida foi a Liga das Artes Gráficas que funcionou em Porto e exigia às oito horas de trabalho para os gráficos, só conseguindo essa conquista após sucessivas greves parciais. Este fato serviu de exemplo para que em outros lugares tipógrafos se reunissem e passassem a exigirem seus direitos trabalhistas.

Chegada no Brasil

A regência de Portugal sobre o Brasil estabelecia leis que impediam qualquer forma de circulação de conhecimento ou criação de manufaturas. Permanecendo assim até a chegada da família real em 1808, quando Portugal foi tomado pelos franceses e a família teve que abdicar do trono fugindo para o Brasil.

Quando aqui chegaram trataram de estabelecer decretos que liberavam a criação de manufaturas, aberturas dos portos e criação da Imprensa Régia no Rio de Janeiro. Medidas adotadas para que o país começa-se a gerar renda necessária que pudesse sustentar os altos encargos da corte recém instalada.

Amparado nessa nova concepção de Brasil, Alexandre José Vieira de Lemos tomou a iniciativa de pedir licença para estabelecer a primeira oficina de tipografia comercial da Bahia em 1810. Nos autos da defesa consta que seria “Imprensa para imprimir conhecimentos unicamente mercantis”, ele teve a licença concedida, entretanto não se sabe se essa oficina chegou realmente a existir, pois até agora não fora encontrado nenhum documento que comprovasse isso.

No mesmo ano Manuel Antonio da Silva Serva também pede a licença e tem ela concedida no ano seguinte. A oficina dele é reconhecida como primeira tipografia comercial particular da Bahia, e teve sua inauguração no dia 13 de maio data do aniversário de D. João, como uma forma de demonstração de gratidão ao Regente, onde foram apresentados três impressos: Oração Gratulatória; Plano de estabelecimento de uma biblioteca pública; e Idade d`Ouro do Brazil primeiro jornal da capitania e segundo do Brasil.

Um grande comerciante, Manuel Antonio editava e vendia livros em Salvador e Rio de Janeiro. Sempre que desejava expandir seus negócios recorria aos decretos de abonos financeiros que o Regente estabelecia. Dessa forma, ele conseguiu fundar uma fábrica de papéis, evidente necessidade da época devido aos altos custos da importação de papel, e constituiu a formação de novos tipógrafos.

As oficinas tipográficas progrediram rapidamente até se tornarem uma das maiores indústrias do país. Entre os seus trabalhos se incluem: impressão de catálogos, jornais, revistas, livros, anúncios de comerciais, entre outros. Em 1870 é fundada a Associação Tipográfica da Bahia, que foi essencial a classe gráfica em muitos aspectos, mas principalmente em manter os seus associados bem informados. No século XIX, a imprensa tipográfica ainda é um sistema quase artesanal de impressão. A ATB funciona de maneira dinâmica até a década de 30. A partir dos anos 40, percebe-se o declínio dessa instituição, quando começam a ser implantados novas formas de impressão fotoquímicas.

Atualmente a tipografia foi readequada às novas técnicas para fazer hotstamping e relevo seco. O processo original de impressão com os tipos móveis está quase em completo desuso, na Bahia ainda existem duas oficinas de tipografia localizadas no Pelourinho que sobrevivem graças a funcionários, já boa parte aposentados com mais de 50 anos de trabalho, e pela impressão de formulários de notas fiscais ou numeração deles e panfletos básicos, solicitados por antigos clientes que ainda resistem em abandonar a técnica.


*Texto feito para a disciplina de Produção Gráfica sobre o histórico da tipografia.

CARVALHO, Kátia de; GOMES, Amelia Rosana; SANTANA, Kiaki Tosta. As práticas editoriais do século XIX e início do século XX e o papel da Associação Tipográfica da Bahia. Artigo apresentado no Núcleo de Pesquisa Produção Editorial, XXV Congresso Anual em Ciência da Comunicação, Salvador - BA, 2002.

IPANEMA, Marcelo de; IPANEMA, Cybelle de. A Tipografia na Bahia. Rio de Janeiro, Inst. de Comunicação Ipanema, 1977.

Johannes Gutenberg (~1400-1468). Disponível em: . Acessado em 06/07/09.

Johann Gutenberg. Disponível em: . Acessado em 06/07/09.

O conflicto social na Tipografia por M. M. Malaquias. Disponível em: . Acessado em 06/07/09.

TGI: A História da Tipografia. Disponível em: . Acessado em 08/07/09.

terça-feira, julho 14

Até que enfim...

Novo portfolio no ar !!!


sábado, julho 11

Homenagem ao Rei

Hoje em comemoração aos 50 anos do rei juntei uns trechos das melhores e deu no que deu.

Não reparem os erros meu negoço é prosa e não verso, bom lá vai...

Ao rei

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci

Tá...

Falando sério
Entre nós dois tinha que haver mais sentimento
Não quero seu amor por um momento
E ter a vida inteira para me arrepender.

Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não me importo, eu gosto mesmo assim

Faço qualquer coisa nessa vida
Pra ficar um pouco do seu lado
Todo mundo diz que não existe
Ninguém mais apaixonado

E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais que as loucuras que já fiz

E claro...

Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada
do tempo que transforma todo amor em quase nada

Mesmo assim...

Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo


*hahahahahaha que lindo praticamente o romance em pessoa
*Sim, eu tenho um lado super brega que adooorraaa Roberto Carlos
*Acabei de dispensar um forró com as amigas pra ver o show, sim eu sou ridicula a esse ponto hahahahahaha