segunda-feira, abril 6

Sábado à noite tudo pode mudar

"Todo mundo espera alguma coisa
De um sábado à noite
Bem no fundo todo mundo
Quer zoar
Todo mundo sonha em ter
Uma vida boa
Sábado à noite
Tudo pode mudar..."


Programação oficial: Ida a uma festa de casamento de uma amiga que não víamos desde 2001, programação extra-oficial: dançar pelo resto da noite. E lá fomos nós, à caminho do casamento passou um carro daqueles que não tem a capota, não sei o nome dele mas é daquele tipo que quando passa todo mundo faz "Óoooooo...", pois então, tinha dois homens lindos dentro dele. Mais na frente, ele parou no sinal do nosso lado e do nada o motorista passa a coçar o cabelo de uma forma muito delicada, depois ele apoia o queixo numa mão super suspeita. Ok, carro novo, pancadão, num sábado a noite, com dois homens sozinhos dentro dele, era muita esmola pra ser verdade.

Chegamos na festa, na verdade um almoço combinado de começar às 13h e que fomos bater lá quase 22h, só restavam os moradores da casa. Mesmo assim, fomos muito bem recebidas com direito a musiquinha feita com o violão, zabumba, baixo e pandeiro que o pessoal tocava. Um clima muito bom pairava no ar, difícil explicar como me senti ali, mas espero ter aquele mesmo clima quando/se algum dia/talvez eu me casar.

E fomos pra night! Uma queria boate com música eletrônica pra entrar em alfa, outra queria um sambão pra se acabar e eu estava num clima de "E onde o vento me levar/Vou abrir meu coração/Pode ser que num caminho/Num atalho, num sorriso/Aconteça uma paixão". Terminamos na Lotus com ela ainda fechada e sem a certeza de que iriam abrí-la, só depois que fizeram a contagem dos gatos pingados na rua foi que abriram.

Êeeeeeee! Vamos entrar!

Fui barrada na porta por estar sem identidade, volta pro carro, passa pela Off bombando, pega a bendita e volta pra Lotus. Lá dentro tinham exatamente: 5 garçons, 4 seguranças, 1 dj, 9 mulheres (contando comigo e minhas amigas) e 4 homens. Desses só restaram mesmo nós, duas amigas, dois casais e um cara solto no mundo.

Enfim, a Lotus era nossa, um Dj só pra gente e dois grupos pra observar e rir à vontade deles. O primeiro das duas amigas o carinha solto no mundo chegou em uma jogou meio dedo de conversa e 5min depois não dava pra saber onde começava um e terminava o outro, a amiga ali sozinha sem ter nem pra onde olhar, quase chamamos ela pra vir fofocar com a gente, mas o carinha foi mais rápido, não sei bem o que houve mas saímos dali e quando voltamos elas estavam indo embora com ele atrás, ainda ouvimos o segurança falar pra ele "pegou mais uma!" e ele soltar aquele sorrisinho que só um canalha sabe ter.

Quando eles foram embora, chegou a hora de observar o segundo grupo dos dois casais, não eram bem casais eram amigos com uns 18 anos, enchendo a cara com tudo que podiam, de acordo com uma amiga eles estavam ali doidos pra perder a virgindade, pra mim um dos caras era gay, mas eles não estavam nem aí curtindo a boate adoidamente dali do cantinho deles. Por fim, o dj abaixou o som, largou uma música em looping e desceu pra conversar com os seguranças foi a nossa deixa pra sair, quando estávamos pagando a conta os pimpolhos saíram dizendo que assim que cruzamos a porta eles acenderam as luzes e praticamente expulsaram eles de lá.

Voltamos pro carro, com a Off ainda bombando...
Próxima vez, falem o que quiser, mas eu quero a Off!

Um comentário:

  1. Se você for nesse antro da perdição, eu vou junto. E Adriano vai amar. E seu blog, irá bombar de visitas. Porque história, não vai faltar.

    ResponderExcluir